Mostrar mensagens com a etiqueta Futebol. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Futebol. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Épico

Entrevista da Visão a António Lobo Antunes

Visão: Ainda sonha com a guerra?

Lobo Antunes: (...) "Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias. Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques." (...)

Visão: Parava a guerra?

Lobo Antunes: "Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?"

Visão: Não vou pôr isso na entrevista...

Lobo Antunes: "Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?""

segunda-feira, 24 de março de 2014

quinta-feira, 6 de março de 2014

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Manuel Fernandes

A sério que o Manuel Fernandes estava a ganhar 20 mil euros por mês como coordenador da equipa B do Sporting? Realmente algo ia muito mal naquele clube. Quando muitos treinadores da equipa principal da I Liga não ganham sequer 5 mil euros, um coordenador da equipa B ganhava 4 vezes mais.
A direcção do Sporting propôs uma redução para 1 5000 euros, valor mais que justo. Finalmente alguém está a ter a sensatez e coragem para arrumar a casa.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Só no futebol inglês!


O Watford garantiu no Domingo a subida à Premier League com um fim de jogo absolutamente "surreal".

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Arouca sobe à I Divisão

O Arouca alcançou este fim-de-semana um marco na sua história ao subir à I Divisão. O mais incrível é que esta equipa estava na 1ª Divisão Distrital há seis anos. Sim, leram bem, da 1ª Divisão Distrital subiram até ao escalão máximo do futebol português. São quatro subidas de divisão em seis anos, parece mentira, não é? De referir que me lembro perfeitamente de ver o Arouca jogar no campo da LAAC, quando o treinador ainda era o Jorge Gabriel, naquele que foi provavelmente o jogo com mais adeptos alguma vez realizado em Aguada de Cima. Parabéns Arouca!


quinta-feira, 9 de maio de 2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A grandeza do futebol


Das imagens mais bonitas que o futebol pode criar

Académica: o clube e o tempo

O texto é de Luis Freitas Lobo e reflete bem o sentimento que me toca face a este mítico clube e, acredito, aos mais aficionados, como o meu caro amigo Ruben Almeida.


"Pelas tribunas dos Estádios, durante a espera antes de um jogo, o momento que respiro melhor é quando descubro figuras de outras eras do nosso futebol. Nesse mundo, o melhor momento da época foi quando, nas bancadas de Coimbra, descobri o Sr. Francisco Andrade. Num ápice senti a atmosfera do velho Calhabé. Na minha frente, o homem que em 1969, com apenas 30 anos, dirigiu a Académica na mais mítica Final da Taça de todos os tempos, a tal em que o futebol fintou o regime.

No seu livro que me ofereceu e aconselho, Encontros e Desencontros, estão algumas delas (para além de actuais reflexões sobre o jogo). Como a forma como explicava a defesa à zona recorrendo à «Teoria dos quintais de Caiado»: "dividia o rectângulo de jogo em quadrados diferentes e dizia aos jogadores que eram quintais pertença da família/equipa, sendo cada um responsável pela sua guarda. Sempre que um fosse assaltado por mais que um assaltante, o vizinho tinha de o ajudar, e este recebia ajuda do outro vizinho mais próximo, e assim sucessivamente?". E fala no que é jogar bem e correr muito, com termos como transições, linhas e modelo.




As capas negras que 43 anos depois vão reentrar no Jamor são muito diferentes das de 69. Mentalidade, origem e jogo. Nem podia ser de outra forma. O romantismo do jogador-estudante é um livro fechado. Os tempos mudam, sem dúvida, mas sempre que visito Coimbra sinto dificuldade em perceber como se perdeu tanto essa ligação emocional profunda cidade-clube. Falam-me em muitos motivos. Vagos (novos tempos, a cidade mudou) e concretos (o Presidente, gestões dos últimos anos). Não sei. Sinto que é tudo uma questão de adaptação às realidades.
Todos vivemos com o passado. Mas ninguém vive do passado. O segredo dos grandes clubes é a capacidade de se reinventarem sem perder a identidade que os fez grandes. Penso que a Académica a dado momento não soube fazer isso. Agarrou-se demasiado ao tempo a preto-e-branco, quando devia ter pegado no mesmo património e meter-lhe as cores do presente (na gestão futebolística, social, marketing, etc). Para muitos «notáveis», dizer que são da Académica é quase um «acto de cultura». Dão opinião nos jornais se o clube ganhar ou entrar em crise. No resto, não existem.

A Académica embalada no berço por «Mestre Cândido» é a história com calções e chuteiras mais bem contada e fiel do nosso país futebolístico/social. O som das guitarras que continua a ouvir-se quando a equipa entra em campo faz cada vez menos sentido, mas a raiz do futebol da escola coimbrã, no estilo e táctica, é cada vez mais actual. Falar com Francisco Andrade devolve-nos àquela Académica que ainda faz arrepiar, porque "necessário é que os jogadores da mesma equipa, a defender e a atacar, pensem da mesma maneira". Também o futebol é feito de «encontros e desencontros». Mas hoje, sinceramente, acho que mais de «desencontros». Sinais dos tempos."

(http://www.planetadofutebol.com/artigos/o-clube-e-o-tempo)




sexta-feira, 22 de março de 2013

Milan de Sacchi

Descobri este tesourinho futebolístico no site do Luis Freitas Lobo. Consiste numa das tácticas mais arrojadas utilizadas pelo Milan de Sacchi em 88 e 89, que lhe valeram duas Ligas dos Campeões seguidas.